Infectologia2026

Surviving Sepsis Campaign: Diretrizes Internacionais para Manejo de Sepse e Choque Séptico 2026 2026: o que mudou na diretriz

Cai na prova 2026
  • Aproximadamente 49 milhões de casos e 13 milhões de mortes relacionadas à sepse por ano globalmente

  • Sepse contribui para novos ou piores problemas físicos, cognitivos e de saúde mental em sobreviventes

  • Identificação e tratamento precoces são críticos para melhorar desfechos

  • Adição de estratégias de melhoria da qualidade (QI) como recomendação formal

  • Novo conceito de "code sepsis" / protocolo de resposta rápida multidisciplinar

  • Triagem pré-hospitalar por ambulância

  • Alvo de PAM 60-65 mmHg para idosos ≥65 anos (nova recomendação)

  • Infusão prolongada de β-lactâmicos elevada a recomendação forte (evidência de alta certeza)

  • Novas recomendações sobre cobertura empírica de MDR, anaeróbios e antifúngicos

  • Descontaminação seletiva do trato digestivo (SDD) — nova recomendação condicional

  • Recomendações sobre suporte respiratório não invasivo (CNAF, prona acordado)

  • Novas recomendações sobre antipiréticos, probióticos, vitamina D, XueBiJing, beta-bloqueadores, azul de metileno, midodrina

  • Recomendações expandidas sobre cuidados pós-hospitalização e reabilitação

O que mudou

31 mudanças que você precisa saber

  • Antes

    Recomendação "fraca

    Agora

    Recomendação "condicional

  • Antes

    Best practice statement

    Agora

    Good practice statement

  • Antes

    Não abordado especificamente

    Agora

    Recomendação forte para estratégias de QI

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova recomendação condicional a favor

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova recomendação condicional

  • Antes

    Contra como ferramenta isolada

    Agora

    Mantido; agora com recomendação forte por NEWS/NEWS2/MEWS/SIRS sobre qSOFA

  • Antes

    PAM 65 mmHg para todos

    Agora

    Nova: PAM 60-65 mmHg para ≥65 anos

  • Antes

    Sugestão similar

    Agora

    Mantido; novos dados de segurança; EVERDAC publicado após

  • Antes

    Recomendação condicional (baixa certeza)

    Agora

    FORTE (alta certeza) — com dados do BLING III

  • Antes

    Abordada genericamente

    Agora

    Novas recomendações específicas (a favor se alto risco; contra se baixo risco)

  • Antes

    Não existia como recomendação específica

    Agora

    Novas recomendações (contra se sem fatores de risco; a favor se com fatores)

  • Antes

    Não recomendado

    Agora

    Nova: condicional a favor em unidades com baixa prevalência de resistência

  • Antes

    Sugestão de PA invasiva o mais cedo possível

    Agora

    Ambos aceitáveis (condicional)

  • Antes

    Condicional a favor (baixa certeza)

    Agora

    Condicional a favor (moderada certeza) — certeza aumentada

  • Antes

    Condicional: considerar se grandes volumes

    Agora

    Condicional: cristaloides isolados sobre albumina

  • Antes

    Sem recomendação clara

    Agora

    Ambas estratégias aceitáveis

  • Antes

    Não existia como recomendação

    Agora

    Nova: condicional a favor sobre O2 convencional e sobre VNI

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: condicional a favor

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Novo: 6-8 mL/kg IBW

  • Antes

    Não existia como recomendação formal

    Agora

    Condicional CONTRA para melhorar desfechos

  • Antes

    Condicional contra

    Agora

    Mantido condicional contra (55 ECRs agora)

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: condicional CONTRA

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: condicional CONTRA

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: condicional A FAVOR após fase aguda

  • Antes

    IBP ou H2RA

    Agora

    IBP preferido (com dados do REVISE)

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: condicional CONTRA

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Evidência insuficiente

  • Antes

    Condicional a favor em choque séptico

    Agora

    Mantido; dose-resposta meta-análise confirma ≤260 mg/dia

  • Antes

    Condicional

    Agora

    Mantido; ANDROMEDA-SHOCK-2 publicado após

  • Antes

    Não padronizada

    Agora

    Nova: definitiva/provável/possível/improvável

Resumo técnico

A diretriz na íntegra

2. CONTEXTO E IMPORTÂNCIA

Epidemiologia

  • Aproximadamente 49 milhões de casos e 13 milhões de mortes relacionadas à sepse por ano globalmente
  • Sepse contribui para novos ou piores problemas físicos, cognitivos e de saúde mental em sobreviventes
  • Identificação e tratamento precoces são críticos para melhorar desfechos

O que mudou em relação à versão anterior (2021)

  • Adição de estratégias de melhoria da qualidade (QI) como recomendação formal
  • Novo conceito de "code sepsis" / protocolo de resposta rápida multidisciplinar
  • Triagem pré-hospitalar por ambulância
  • Alvo de PAM 60-65 mmHg para idosos ≥65 anos (nova recomendação)
  • Infusão prolongada de β-lactâmicos elevada a recomendação forte (evidência de alta certeza)
  • Novas recomendações sobre cobertura empírica de MDR, anaeróbios e antifúngicos
  • Descontaminação seletiva do trato digestivo (SDD) — nova recomendação condicional
  • Recomendações sobre suporte respiratório não invasivo (CNAF, prona acordado)
  • Novas recomendações sobre antipiréticos, probióticos, vitamina D, XueBiJing, beta-bloqueadores, azul de metileno, midodrina
  • Recomendações expandidas sobre cuidados pós-hospitalização e reabilitação

3. DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES

Definição de Sepse (Sepsis-3, mantida)

  • Sepse: Disfunção orgânica aguda ameaçadora à vida devido a infecção
  • Choque séptico: Subconjunto de pacientes com disfunção circulatória que confere maior risco de mortalidade

Terminologia de Certeza Diagnóstica de Sepse (NOVA)

CategoriaDefinição
Sepse definitivaSepse confirmada por história, exame clínico e testes diagnósticos. Diagnóstico alternativo muito improvável
Sepse provávelAlta suspeita. Sepse é o diagnóstico mais provável. Diagnóstico alternativo menos provável
Sepse possívelSuspeita moderada. Sepse é diagnóstico possível, mas diagnóstico alternativo também é provável
Sepse improvávelBaixa suspeita. Avaliação clínica inconsistente com sepse, ou diagnóstico alternativo mais provável

Tipos de Declarações

TipoDescrição
Recomendação forte"Recomendamos" — maioria dos pacientes deve receber/evitar a intervenção
Recomendação condicional"Sugerimos" — balanço pode variar conforme valores do paciente, contexto clínico ou recursos
Declaração de boa práticaOrientação que não depende de perfil formal de evidência
"Em nossa prática"Descreve a prática do painel em áreas com evidência insuficiente
Evidência insuficienteSem recomendação possível

Implicações: Recomendação Forte vs. Condicional

StakeholderRecomendação ForteRecomendação Condicional
Pacientes/famíliasTodos ou maioria desejaria a intervençãoMaioria desejaria, mas proporção substancial não
ClínicosDeve ser dada a todos/maioria; pouca necessidade de decisão compartilhadaDeve ser feita para maioria, mas considerar decisão compartilhada
Formuladores de políticaFrequentemente mais apropriada para políticas/indicadoresPode ser menos apropriada para políticas/indicadores
PesquisadoresRecursos de pesquisa melhor gastos em outros tópicosPesquisa adicional pode ser necessária

4. DIAGNÓSTICO

Triagem para Sepse

Em ambiente hospitalar (Recomendação #4)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Usar NEWS, NEWS2, MEWS ou SIRS em vez de qSOFA como ferramenta única de triagem (evidência de moderada certeza)
  • qSOFA tem sensibilidade muito baixa (23,1%) para diagnóstico de sepse
  • NEWS2 tem a melhor performance absoluta: sensibilidade 73,1%, AUC 0,77, especificidade 81,6%
  • qSOFA NÃO deve ser usado como ferramenta única de triagem, mas permanece útil para detectar deterioração clínica
  • O ensaio SCREEN mostrou que triagem eletrônica com qSOFA + alerta + avaliação médica/enfermagem reduziu mortalidade hospitalar em 90 dias (aRR 0,85; IC 95% 0,77-0,93)

Em ambulância/transporte pré-hospitalar (Recomendação #3)

  • Recomendação condicional: Usar ferramenta padronizada de triagem (evidência de muito baixa certeza)
  • NEWS2 teve melhor performance pré-hospitalar (sensibilidade 73,1%; especificidade 81,6%)
  • qSOFA teve a pior sensibilidade pré-hospitalar (23,1%)

Biomarcadores e Testes Diagnósticos Rápidos

Declaração de boa prática (#5)

  • Sepse é diagnóstico clínico — não deve ser confirmada ou excluída por um único biomarcador

Novos testes de resposta do hospedeiro (#6)

  • Evidência insuficiente para recomendar
  • Testes disponíveis: MDW (monocyte distribution width), IntelliSep, SeptiCyte Rapid, TriVerity, Sepsis ImmunoScore, pancreatic stone protein
  • Nenhum fornece resultado "positivo" ou "negativo" — categorizam risco
  • Em pacientes com >90% de probabilidade de sepse, os testes acrescentam pouco valor

Procalcitonina para início de antimicrobianos (#22)

  • Recomendação condicional: Usar avaliação clínica isolada em vez de procalcitonina + avaliação clínica (evidência muito baixa)

Hemoculturas (Recomendação #7)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Coletar hemoculturas o mais cedo possível, idealmente antes do início de antimicrobianos (evidência baixa)
  • Patógeno identificado em ~60-70% dos pacientes com sepse; hemoculturas positivas em ~10-20%
  • Coletar de dois sítios diferentes (ou sítio único conforme diretriz alemã 2025)
  • Volume de 10 mL por frasco
  • Choque séptico: rendimento ≥50%
  • Administração de antimicrobianos antes da coleta reduz positividade de 31,4% para 19,4% (redução absoluta de 12%, redução relativa de 38,2%)
  • Hemoculturas de seguimento recomendadas para: S. aureus, S. lugdunensis e Candida spp.
  • Frascos anaeróbios: ~15% dos crescimentos positivos apenas em frascos anaeróbios, mas uso de frascos aeróbios isolados pode ser justificado

Lactato Sanguíneo (Recomendação #8)

  • Recomendação condicional: Medir lactato sanguíneo (evidência baixa)
  • Carryover da diretriz 2021

5. TRATAMENTO

5.1. Programas de Melhoria de Performance e Implementação

Programa de melhoria de performance (#1)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Usar programa de melhoria incluindo:
    • Triagem de sepse para pacientes agudamente doentes e de alto risco
    • Protocolos operacionais padrão para tratamento
    • Estratégias de melhoria de qualidade (QI)
  • Iniciativas de QI associadas a: OR 0,66 para mortalidade (IC 95% 0,61-0,72)

Protocolo "Code Sepsis" (#2)

  • Recomendação condicional: Usar protocolo "code sepsis" ou "huddle de sepse" (evidência baixa)
  • Equipe multidisciplinar à beira do leito para discussão e agilização do diagnóstico/tratamento

5.2. Ressuscitação Inicial

Emergência médica (#9)

  • Boa prática: Sepse e choque séptico são emergências; tratamento e ressuscitação devem começar imediatamente

Volume de fluidos iniciais (#10)

  • Recomendação condicional: Administrar pelo menos 30 mL/kg de cristaloide IV nas primeiras 3 horas (evidência baixa)
  • Hipoperfusão induzida por sepse: hipotensão (PAM <65 mmHg, PAS <90 mmHg, hipotensão relativa), ou lactato elevado
  • Lactato ≥4 mmol/L: limiar histórico para ressuscitação volêmica
  • Lactato >2 a <4 mmol/L (intermediário): também pode beneficiar de ressuscitação, consistente com definição Sepsis-3 de choque séptico (>2 mmol/L)
  • Em obesos (IMC >30): calcular por peso corporal ajustado ou ideal
  • Peso ajustado = peso ideal + 0,4 × (peso real – peso ideal)

Tabela: 30 mL/kg em litros por peso e altura

Peso (kg)1,5m1,7m1,9m
501,51,51,5
601,81,81,8
702,12,12,1
801,92,42,4
902,02,42,7
1002,12,53,0
1102,22,63,3
1202,32,73,0
1302,52,83,1

Itálico = peso ajustado (IMC >30)

Diferença com ESICM 2025

  • SSC 2026: "pelo menos 30 mL/kg"
  • ESICM 2025: "até 30 mL/kg"
  • Danos por fluidos geralmente ocorrem com volumes muito maiores (>50 mL/kg)

5.3. Vasopressores

Timing de início (#11)

  • Recomendação condicional: Bolus de cristaloide IV inicial seguido de vasopressor se hipotensão persistir (evidência muito baixa)
  • Em choque séptico instável (PA muito reduzida, pele mosqueada, cianose, taquicardia, alteração mental): vasopressor concomitante com cristaloide pode ser necessário
  • CLOVERS: sem diferença em mortalidade 90 dias entre início precoce vs. tardio

Via de administração (#12)

  • Recomendação condicional: Iniciar vasopressores perifericamente em vez de atrasar até acesso central (evidência muito baixa)
  • Taxa de complicações com administração periférica: 5,97% (IC 95% 1,17-14,09%)
  • "Em nossa prática": 86,6% dos painelistas usam vasopressores periféricos ao menos algumas vezes; 46,6% por até 6h
  • Estudo EVERDAC (publicado após finalização): estratégia não-invasiva mostrou não-inferioridade para mortalidade 28 dias (34,3% vs. 36,9%)

Alvo de PAM (#13, #14)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE (#13): PAM alvo inicial de 65 mmHg sobre alvos mais altos (evidência moderada)
    • Na prática, faixa razoável (±5 mmHg)
    • Carryover com novo remark
  • Recomendação condicional (#14) — NOVA: Para adultos ≥65 anos com choque séptico: PAM alvo de 60-65 mmHg sobre faixas mais altas (evidência baixa)
    • Meta-análise em ≥65 anos: alvo mais baixo associado a menor mortalidade (RR 0,89; IC 95% 0,81-0,98, alta certeza)
    • Estudo 65 Trial: PAM média 67 mmHg vs. 73 mmHg; mortalidade 90 dias semelhante (41,0% vs. 43,8%)
    • OPTPRESS: PAM mais alta (80-85) associada a MAIOR mortalidade em ≥65 anos

Escolha de vasopressores (#53-58)

LinhaAgenteForça da Recomendação
1ª linhaNorepinefrinaFORTE sobre dopamina (alta certeza), FORTE sobre epinefrina/selepressina (baixa certeza)
1ª linhaNorepinefrina sobre vasopressinaCondicional (baixa certeza)
1ª linhaNorepinefrina sobre angiotensina IICondicional (muito baixa certeza)
2ª linha (adjunto)Vasopressina (adição à norepinefrina em doses crescentes)Condicional (moderada certeza)
3ª linhaEpinefrina (adição se PAM inadequada com NE + vasopressina)Condicional (muito baixa certeza)
ContraTerlipressinaCondicional contra (baixa certeza)
  • VASST: adição de vasopressina pode beneficiar pacientes com choque menos grave (NE <15 µg/min)
  • "Em nossa prática": vasopressina iniciada a NE mediana de 0,3 µg/kg/min (IQR 0,2-0,5)
  • Epinefrina iniciada a NE mediana de 0,8 µg/kg/min (IQR 0,5-1,0)

Choque séptico com disfunção cardíaca (#58)

  • Recomendação condicional: Usar norepinefrina OU epinefrina como 1ª linha (muito baixa certeza)
  • Norepinefrina preferida se taquiarritmia
  • Epinefrina preferida se bradiarritmia

Azul de metileno (#59)

  • Evidência insuficiente para recomendação em choque séptico refratário
  • Pode reduzir duração de vasopressores (MD -1 dia; IC 95% -1,8 a -0,2, moderada certeza)
  • Doses nos ECRs: infusão única de 0,5-2,0 mg/kg; 100 mg a cada 6h; 2,0 mg/kg seguido de 0,25-2,0 mg/kg/dia
  • "Em nossa prática": 69% "nunca" ou "quase nunca" usam

Midodrina (#63)

  • Evidência insuficiente para recomendação
  • 32,8% dos painelistas usam; 86,4% após fase aguda do choque

Beta-bloqueadores (#64)

  • Recomendação condicional CONTRA uso de beta-bloqueadores para tratamento do choque séptico (evidência muito baixa)
  • Provavelmente reduzem taquiarritmias de novo (RR 0,37), mas aumentam duração de vasopressores (MD +1,04 dia)

5.4. Inotrópicos (#60-62)

  • Recomendação condicional: Usar inotrópicos se disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de volume e PA adequados (muito baixa certeza)
  • Inotrópicos devem ser usados em adição a (não em substituição de) vasopressores
  • Dobutamina + norepinefrina OU epinefrina isolada: ambos aceitáveis (condicional, muito baixa certeza)
  • Contra levosimendan (condicional, baixa certeza) — carryover
  • "Em nossa prática": 71,4% usam dobutamina; 14,3% epinefrina; 12,7% milrinona

5.5. Antibioticoterapia

Timing de início (#16-20)

Algoritmo de timing de antimicrobianos (Figura 2):

CenárioRecomendaçãoPrazo
Choque séptico (possível, provável ou definitivo)FORTE: iniciar imediatamenteDentro de 1 hora
Sepse provável ou definitiva SEM choqueFORTE: iniciar imediatamenteDentro de 1 hora
Sepse possível SEM choqueCondicional: investigação rápida; se suspeita persistir, administrar antimicrobianosDentro de 3 horas
Baixa probabilidade de infecção SEM choqueCondicional: adiar antimicrobianos e monitorar
  • Antimicrobiano precoce é a intervenção inicial mais eficaz para reduzir mortalidade
  • ~10-30% dos pacientes tratados inicialmente para sepse têm diagnóstico final de condição não-infecciosa
  • Melhoria simultânea no timing de antimicrobianos e stewardship é possível

Antibióticos pré-hospitalares (#21)

  • Recomendação condicional: Administrar antimicrobianos na ambulância para pacientes com sepse definitiva/provável + hipotensão E tempo previsto até avaliação hospitalar >60 minutos (muito baixa certeza)
  • Hipotensão: PAS <90, PAM <65, ou PAS <100 em hipertensos conhecidos

Infusão prolongada de β-lactâmicos (#33)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Usar infusão prolongada (após dose de ataque) em vez de bolus (moderada certeza → evidência alta com BLING III)
  • Mortalidade: RR 0,91 (IC 95% 0,85-0,97) = 25 menos mortes por 1000 pacientes
  • Mais dias vivos fora do hospital: MD +1,8 dias (IC 95% 0,3 a 3,3)
  • Infusão prolongada = infusão estendida (≥metade do intervalo de dose) OU infusão contínua
  • Dose de ataque obrigatória antes de iniciar infusão prolongada
  • Impacto maior para β-lactâmicos de meia-vida curta (piperacilina-tazobactam, carbapenêmicos)

Cobertura empírica de MDR (#25-26)

  • Recomendação condicional: Usar cobertura empírica para MDR específico em pacientes de alto risco (muito baixa certeza)
  • Recomendação condicional CONTRA cobertura MDR em pacientes de baixo risco (muito baixa certeza)
  • Fatores de risco para MDR: colonização prévia (último ano), infecção prévia (último ano), uso prolongado de antibióticos de amplo espectro, hospitalização prolongada em unidade com alta prevalência
  • MDR definidos: A. baumannii, ESBL, CRE, VRE, Pseudomonas resistente, MRSA

Cobertura antifúngica empírica (#27)

  • Recomendação condicional CONTRA antifúngicos empíricos de rotina (baixa certeza)
  • Considerar caso a caso em pacientes com: imunossupressão, uso prolongado de antibióticos, hospitalização prolongada, foco intra-abdominal
  • Meta-análise: RR 0,93 (IC 95% 0,66-1,32)

Cobertura anaeróbia empírica (#28-29)

  • SEM fatores de risco para anaeróbios: Condicional CONTRA cobertura anaeróbia (muito baixa certeza)
  • COM fatores de risco: Condicional a FAVOR de cobertura anaeróbia (muito baixa certeza)
  • Fatores de risco: foco intra-abdominal, ginecológico/obstétrico profundo, infecção necrotizante de partes moles, cabeça/pescoço, abscessos/empiema de SNC
  • Estudos observacionais sugerem aumento de mortalidade com cobertura anaeróbia empírica desnecessária

Monitorização microbiológica (#30)

  • Evidência insuficiente para vigilância microbiológica do trato respiratório superior
  • 36% do painel usa; 79% dos que usam coletam semanalmente

Testes diagnósticos rápidos para patógenos (#31)

  • Recomendação condicional: Usar caso a caso baseado em características clínicas, padrões locais, sazonalidade, disponibilidade (baixa certeza)
  • Benefício observado quando combinados com programas de stewardship

Biomarcadores fúngicos de Candida (#32, #38)

  • Condicional CONTRA uso de biomarcadores de Candida para iniciar (#32) ou descontinuar (#38) antifúngicos empíricos (baixa certeza)
  • Podem ser considerados em pacientes de alto risco

Monitorização terapêutica de antimicrobianos (TDM) (#34)

  • Recomendação condicional: Usar TDM caso a caso em pacientes selecionados (muito baixa certeza)
  • RR 0,92 (IC 95% 0,75-1,11) para mortalidade

5.6. De-escalonamento e Duração

De-escalonamento (#35-37)

  • Boa prática (#35): Reavaliar continuamente e descontinuar se causa alternativa identificada
  • RECOMENDAÇÃO FORTE (#36): De-escalonar quando diagnóstico microbiológico e perfil de susceptibilidade disponíveis (muito baixa certeza)
  • Recomendação condicional (#37): De-escalonar quando nenhum patógeno identificado em culturas finais (muito baixa certeza)
  • Meta-análise: de-escalonamento associado a possível redução de mortalidade (RR 0,77; IC 95% 0,64-0,92) e resistência antimicrobiana (RR 0,71; IC 95% 0,55-0,91)

Duração da antibioticoterapia (#39)

  • Recomendação condicional: Duração mais curta sobre mais longa (com controle de foco adequado) (muito baixa certeza)
  • Estudo BALANCE: 7 vs. 14 dias para infecção de corrente sanguínea — não-inferioridade de 7 dias

Procalcitonina para descontinuação (#40)

  • Recomendação condicional: Usar procalcitonina E avaliação clínica para decidir descontinuação (baixa certeza)
  • Estudo ADAPT-Sepsis: evidência adicional de que PCT pode reduzir duração seguramente

5.7. Controle de Foco (#23-24)

  • Boa prática: Avaliar rapidamente diagnósticos anatômicos que requerem controle de foco
  • Recomendação condicional: Controle de foco precoce (idealmente dentro de 6 horas) (muito baixa certeza)
  • Meta-análise: RR 0,70 (IC 95% 0,51-0,95) para mortalidade a curto prazo
  • Focos comuns: abscessos intra-abdominais, peritonite por perfuração GI, colangite, colecistite, abscessos pélvicos, pielonefrite obstrutiva, infecção necrotizante de partes moles, empiema, artrite séptica, infecções de dispositivos

5.8. Descontaminação Seletiva do Trato Digestivo (SDD) (#41) — NOVA

  • Recomendação condicional: Usar SDD em ventilados mecanicamente em unidades com baixa prevalência de resistência antimicrobiana (moderada certeza)
  • Consiste em: antimicrobianos tópicos não-absorvíveis (polimixina, tobramicina, anfotericina B) na orofaringe e TGI + antibiótico IV de amplo espectro de curta duração
  • Meta-análise (32 ECRs, 24.389 pacientes): RR mortalidade 0,91 (IC 95% 0,82-0,99)
  • Pode REDUZIR resistência antimicrobiana (RR 0,64; IC 95% 0,50-0,81)
  • SuDDICU Trial: mortalidade semelhante (27,9% vs. 29,5%), menos infecções sanguíneas (4,9% vs. 6,9%), menos organismos resistentes (16,8% vs. 26,8%)

5.9. Monitorização e Ressuscitação Hemodinâmica

Monitorização de PA (#42)

  • Recomendação condicional: Monitorização invasiva OU não-invasiva (muito baixa certeza)
  • PA invasiva aconselhada se: vasopressores em doses intermediárias-altas, doses crescentes, múltiplos vasopressores, amostras arteriais frequentes, medidas não-invasivas inconsistentes
  • Concordância PAM não-invasiva vs. invasiva: 73% (<10 mmHg diferença)
  • EVERDAC (publicado após): não-inferioridade da estratégia não-invasiva

Tipo de fluido (#43-47)

FluidoRecomendaçãoForçaCerteza
Cristaloides (1ª linha)A favorFORTEModerada
Cristaloides balanceados vs. SF 0,9%A favor de balanceadosCondicionalModerada
Albumina vs. cristaloidesCristaloides isoladosCondicionalModerada
Amidos (starches)CONTRAFORTEAlta
GelatinasContraCondicionalModerada
  • Cristaloides balanceados provavelmente reduzem mortalidade (OR 0,94; IC 95% 0,85-1,04) e necessidade de TRS (OR 0,86; IC 95% 0,74-0,99, alta certeza)
  • TCE: usar SF 0,9% (evidência de dano com soluções balanceadas e albumina)
  • Cirrose: albumina + cristaloides pode ser preferida
  • Albumina: sem efeito na mortalidade 28 dias (RR 1,01; IC 95% 0,90-1,14)

Estratégia liberal vs. restritiva (#48)

  • Recomendação condicional: Qualquer estratégia, baseada em fatores individuais (baixa certeza)
  • Após 30 mL/kg com hipoperfusão persistente: sem diferença em mortalidade (RR 1,00; IC 95% 0,91-1,10)
  • Em cenários com recursos limitados: abordagem restritiva pode ser mais segura

Medidas dinâmicas (#49)

  • Recomendação condicional: Usar medidas dinâmicas sobre exame físico ou medidas estáticas isoladas (baixa certeza)
  • Medidas dinâmicas: resposta à elevação passiva de pernas ou bolus de fluido medida por SV, SVV, PP, PPV
  • Aumento de 10-15% no parâmetro indica responsividade a fluidos
  • Provável redução de mortalidade (RR 0,91; IC 95% 0,79-1,06), redução de TRS (RR 0,75; IC 95% 0,58-0,98)
  • POCUS provavelmente reduz mortalidade 28 dias (RR 0,88; IC 95% 0,78-0,99)

Lactato seriado (#51)

  • Recomendação condicional: Usar lactato seriado para guiar ressuscitação (baixa certeza)
  • Clearance de lactato ≥10% a cada 2h associado a melhores desfechos
  • Não continuar fluidos até normalização do lactato — individualizar

Tempo de enchimento capilar (TEC) (#52)

  • Recomendação condicional: Usar TEC como adjunto (baixa certeza)
  • Alvo: TEC ≤3 segundos
  • ANDROMEDA-SHOCK: RR mortalidade 28 dias 0,82 (IC 95% 0,65-1,04)
  • ANDROMEDA-SHOCK-2 (publicado após): protocolo guiado por TEC associado a melhores desfechos (win ratio 1,16; IC 95% 1,02-1,33)

5.10. Suporte Respiratório

Monitorização de hipoxemia (#65)

  • Recomendação condicional: SpO2 ou gasometria arterial em conjunto com exame físico (muito baixa certeza)
  • SpO2/FiO2 pode substituir PaO2/FiO2, mas menos precisa em: choque, pele mais escura, SpO2 <90% ou >97%
  • Pacientes negros: quase 3x mais frequência de hipoxemia oculta não detectada por oximetria
  • Nova definição global de ARDS permite SpO2/FiO2 <315 (se SpO2 <97%) para diagnóstico

Alvos de oxigênio (#66)

  • Recomendação condicional: Titular FiO2 para alvos liberais mais altos ou conservadores mais baixos dependendo de fatores do paciente (baixa certeza)
  • Maioria dos estudos: alvo conservador ~SpO2 90-93%; alvo liberal SpO2 ≥96%
  • Meta-análise: RR 1,02 (IC 95% 0,99-1,05) com alvos conservadores — pouca ou nenhuma diferença
  • "Em nossa prática": alvos entre SpO2 90% (IQR 90-92%) e 96% (IQR 94-98%)
  • Razoável usar alvo na faixa inferior do liberal (SpO2 96-97%) ou intermediário (SpO2 94-95%)

Suporte respiratório não-invasivo (#67-69)

ComparaçãoRecomendaçãoCerteza
CNAF vs. O2 convencional (P/F <200 ou S/F <235)A favor de CNAFMuito baixa
CNAF vs. VNIA favor de CNAFBaixa
CNAF vs. CNAF alternando com VNIA favor de CNAF isoladaMuito baixa
  • CNAF: possível redução de mortalidade, intubação, duração de VM
  • Maior conforto que VNI

Prona acordado (#70)

  • Recomendação condicional: Oferecer tentativa de prona acordado em não-intubados (muito baixa certeza)
  • Redução de intubação: RR 0,82 (IC 95% 0,73-0,93)
  • Duração/frequência dependem da tolerância; não usar sedação para prona
  • Estudados apenas em COVID-19

Ventilação mecânica invasiva (#71-77)

ParâmetroRecomendaçãoForçaCerteza
Volume corrente com ARDS6 mL/kg peso idealFORTEAlta
VC sem ARDS6-8 mL/kg IBWCondicionalBaixa
Pressão de platôLimite superior 30 cmH2OFORTEAlta
PEEP (ARDS moderada-grave)PEEP mais alta sobre mais baixaCondicionalModerada
Titulação incremental de PEEPCONTRAFORTEModerada
Prona (ARDS mod-grave)>12h/diaCondicionalModerada
BNM (ARDS mod-grave)Bolus intermitentes sobre infusão contínuaCondicionalModerada
  • ARDS é subdiagnosticada em 48,7-52,4% dos pacientes
  • Para pacientes sem ARDS: VC 6-8 mL/kg IBW (não usar VC baixo <6 mL/kg que pode causar mais delirium)

ECMO veno-venosa (#78)

  • Recomendação condicional: Usar VV-ECMO quando VM convencional falha, em centros experientes (baixa certeza)

5.11. Terapias Adjuntivas para Sepse

Corticosteroides IV (#79)

  • Recomendação condicional: Usar corticosteroides IV em choque séptico (baixa certeza)
  • Meta-análise (45 ECRs, 9543 pacientes): RR mortalidade 28d 0,92 (IC 95% 0,83-1,01)
  • Reversão de choque em 7 dias: RR 1,29 (IC 95% 1,13-1,46, alta certeza)
  • Efeitos adversos: hiperglicemia (RR 1,19), hipernatremia (RR 1,64)
  • Sem benefício em sepse SEM choque (RR 1,09; IC 95% 0,91-1,31)
  • Dose: 200 mg de hidrocortisona/dia (sem benefício adicional acima de 260 mg/dia equivalente)
  • "Em nossa prática": 88,4% usam; 90% prescrevem 200 mg hidrocortisona/24h; 86% em doses intermitentes
  • Timing: 34% com NE <0,2 µg/kg/min; 38% com 0,2-0,3; 28% com >0,3
  • Fludrocortisona: 63% nunca administram
  • Descontinuação: 61% param sem desmame

Antipiréticos (#80) — NOVA

  • Recomendação condicional CONTRA uso de antipirético para melhorar desfechos clínicos (muito baixa certeza)
  • Meta-análise: RR mortalidade 1,02 (IC 95% 0,86-1,21)
  • Não se aplica ao uso para controle de dor, conforto, ou indicações neuro/pós-PCR

Vitamina C IV (#81)

  • Recomendação condicional CONTRA (baixa certeza)
  • 55 ECRs avaliados; em estudos de baixo risco de viés: sem efeito na mortalidade 90 dias (RR 1,06; IC 95% 0,95-1,18)
  • Pode causar hiperglicemia factícia

Imunoglobulina IV (#82)

  • Recomendação condicional CONTRA (baixa certeza)

Purificação sanguínea (#83-84)

  • Condicional CONTRA hemoperfusão, hemofiltração de alta dose, plasmaférese (muito baixa certeza)
  • Condicional CONTRA hemoperfusão com polimixina B (baixa certeza)
  • Sinal de benefício em mortalidade a curto prazo, mas sem benefício a longo prazo

Vitamina D (#85) — NOVA

  • Recomendação condicional CONTRA para tratamento de sepse (muito baixa certeza)
  • VIOLET: subgrupo sepse com aumento de risco de mortalidade com dose alta (540.000 UI) de vitamina D (aumento absoluto 12,4%)

XueBiJing IV (#86) — NOVA

  • Recomendação condicional CONTRA uso fora de jurisdições com aprovação regulatória (muito baixa certeza)
  • Produto herbal chinês licenciado na China em 2004
  • Possível redução de mortalidade (RR 0,68), mas preocupações significativas com viés e aplicabilidade

5.12. Terapias de Suporte Adicional

Profilaxia de úlcera de estresse (#87)

  • Recomendação condicional: Usar IBP em pacientes com fatores de risco para sangramento GI (moderada certeza)
  • IBP reduz sangramento GI clinicamente importante (RR 0,48; IC 95% 0,30-0,78)
  • Fatores de risco principais: LRA, sexo masculino, coagulopatia, choque, insuficiência hepática crônica
  • Na ausência de IBP: antagonistas H2 são alternativa razoável

Probióticos (#88) — NOVA

  • Recomendação condicional CONTRA (muito baixa certeza)
  • Sem impacto em mortalidade em estudos de baixo risco de viés (incluindo PROSPECT)

Remoção ativa de fluidos (#89) — NOVA

  • Recomendação condicional: Usar remoção ativa de fluidos após fase aguda de ressuscitação (muito baixa certeza)
  • Diuréticos e, se insuficientes, ultrafiltração
  • Meta-análise: RR mortalidade 0,92 (IC 95% 0,81-1,04)
  • Diuréticos isolados podem ter efeito mais favorável que diuréticos + TRS

Transfusão (#90)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Estratégia transfusional restritiva sobre liberal (moderada certeza)

Nutrição enteral (#91)

  • Recomendação condicional: Início precoce (dentro de 72h) (muito baixa certeza)

Insulinoterapia (#92)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Iniciar insulina com glicemia ≥180 mg/dL (10 mmol/L) (moderada certeza)

Terapia renal substitutiva (#93-94)

  • Sem indicação definitiva de TRS: condicional CONTRA uso de TRS (moderada certeza)
  • Quando TRS necessária: condicional para TRS contínua OU intermitente (baixa certeza)

Bicarbonato de sódio (#95-96)

  • Condicional CONTRA para melhorar hemodinâmica ou reduzir vasopressores em acidose láctica (baixa certeza)
  • Condicional A FAVOR se acidose metabólica grave (pH ≤7,2) E LRA (AKIN escore 2 ou 3) (muito baixa certeza)

Profilaxia de TEV (#97-99)

  • RECOMENDAÇÃO FORTE: Usar profilaxia farmacológica de TEV (moderada certeza)
  • RECOMENDAÇÃO FORTE: HBPM sobre heparina não-fracionada (moderada certeza)
  • Recomendação condicional: Profilaxia farmacológica ISOLADA sobre farmacológica + mecânica (moderada certeza)

5.13. Admissão na UTI (#15)

  • Recomendação condicional: Admitir na UTI dentro de 6 horas (baixa certeza)

6. POPULAÇÕES ESPECIAIS

Idosos (≥65 anos)

  • PAM alvo: 60-65 mmHg (vs. 65 mmHg para adultos em geral)
  • Maior mortalidade com alvos mais altos de PAM
  • Estudo 65 Trial: menos exposição a vasopressores com alvo permissivo

Obesos (IMC >30)

  • Ressuscitação volêmica: calcular 30 mL/kg por peso ajustado ou ideal
  • Peso ajustado = peso ideal + 0,4 × (peso real – peso ideal)

Traumatismo cranioencefálico (TCE)

  • Usar SF 0,9% (evidência de dano com cristaloides balanceados e albumina)

Cirrose

  • Considerar albumina em adição a cristaloides

Cenários de recursos limitados (LMIC)

  • Riscos de sobrecarga hídrica mais pronunciados (acesso limitado a suporte respiratório)
  • Em ausência de norepinefrina: epinefrina como alternativa aceitável
  • Em ausência de medida de lactato: TEC e débito urinário como guias
  • Em ausência de CNAF: VNI como alternativa razoável
  • SDD: implementar baseado em cada UTI, considerando prevalência de resistência
  • Administração periférica de vasopressores: usar com cautela se monitorização limitada

Pacientes sem ARDS em ventilação mecânica

  • VC 6-8 mL/kg IBW (não usar VC muito baixo <6 mL/kg)
  • Triagem regular para ARDS (subdiagnosticada em ~50% dos casos)

Imunossuprimidos

  • Considerar antifúngicos empíricos caso a caso
  • Considerar biomarcadores fúngicos (1,3-β-d-glucano)

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