GastroenterologiaMinistério da Saúde - SAES/SCTIE2026

PCDT - ADENOCARCINOMA DE CÓLON E RETO 2026: o que mudou na diretriz

Cai na prova 2026
  • Atualização dos parâmetros sobre Adenocarcinoma de Cólon e Reto no Brasil

  • Atualização das diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento

  • Incorporação de novas tecnologias avaliadas pela CONITEC

  • Triênio 2023-2025: 45.630 casos novos/ano (risco 21,10/100 mil hab)

  • Homens: 21.970 casos (20,78/100 mil)

  • Mulheres: 23.660 casos (21,41/100 mil)

  • 2º câncer mais incidente entre homens no Brasil (Sudeste e Centro-Oeste); 3º na Região Sul; 4º no Nordeste e Norte

  • Entre mulheres: 2º mais frequente nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste

  • Adenocarcinoma: ~95% dos casos

  • ~75% dos casos: via "adenoma-carcinoma" (>20 anos de evolução)

  • ~15% dos casos: via serrilhada

  • Pólipos avançados: ≥10 mm, componente viloso ou displasia de alto grau

  • Síndromes hereditárias: PAF (polipose adenomatosa familiar), síndrome de Lynch

  • Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, RCU)

  • Pólipos adenomatosos ou serrilhados avançados

  • Obesidade, sedentarismo, sobrepeso

  • Álcool >30 g de etanol/dia

  • Tabagismo

  • Carne vermelha e processada (cada 50 g/dia de carne processada → +18% risco)

  • Recomendação: evitar totalmente carnes processadas; limitar carne vermelha a ≤500 g cozida/semana

O que mudou

16 mudanças que você precisa saber

  • Antes

    Documento era "Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT)

    Agora

    Agora é PCDT formal

  • Antes

    Sem orientação clara sobre TNT

    Agora

    TNT incluída como opção (estudos PRODIGE-23, OPRA, RAPIDO, PROSPECT)

  • Antes

    Ablação térmica não preconizada

    Agora

    INCORPORADA em 2024 (radiofrequência e micro-ondas) para metástase hepática irressecável ou ressecável com alto risco cirúrgico

  • Antes

    TNM 7ª edição

    Agora

    TNM 8ª edição (UICC e AJCC)

  • Antes

    PET-CT em metástase hepática (Portaria 2014)

    Agora

    PET-CT NÃO rotineiro; selecionado para metástase hepática exclusiva ressecável

  • Antes

    Sem orientação para watch-and-wait

    Agora

    Watch-and-wait permitido em reto com resposta clínica completa após neoadjuvância

  • Antes

    HIPEC sem definição clara

    Agora

    HIPEC NÃO é preconizada (PRODIGE 7)

  • Antes

    Imunohistoquímica não obrigatória

    Agora

    Obrigatória para avaliar enzimas de reparo em todos

  • Antes

    Estádio II tratado de forma genérica

    Agora

    Definição clara de alto risco: T4, obstrução/perfuração, margem inadequada, <12 LN, pouco diferenciado, invasão vascular/linfática/perineural

  • Antes

    Cetuximabe avaliado/incluído em algumas indicações

    Agora

    Cetuximabe, bevacizumabe, panitumumabe NÃO preconizados

  • Antes

    Pembrolizumabe não disponível

    Agora

    Pembrolizumabe avaliado e NÃO incorporado em 1ª linha mesmo para MSI-H

  • Antes

    Linfadenectomia mínima genérica

    Agora

    ≥12 linfonodos obrigatório

  • Antes

    Margem de ressecção genérica

    Agora

    ~5 cm em cólon; reto exige TME

  • Antes

    Sem critérios definidos para curabilidade endoscópica

    Agora

    Critérios objetivos: invasão <1.000 micra, sem angiolinfática, bem diferenciado, sem budding, margens livres

  • Antes

    RT adjuvante e neoadjuvante sem hierarquia clara

    Agora

    Neoadjuvância preferível à adjuvância em reto

  • Antes

    Sem detalhamento do ICP

    Agora

    ICP estruturado em 13 regiões com LS 0-3

Resumo técnico

A diretriz na íntegra

2. CONTEXTO E IMPORTÂNCIA

Por que foi publicada

  • Atualização dos parâmetros sobre Adenocarcinoma de Cólon e Reto no Brasil
  • Atualização das diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento
  • Incorporação de novas tecnologias avaliadas pela CONITEC

Epidemiologia atualizada

  • Triênio 2023-2025: 45.630 casos novos/ano (risco 21,10/100 mil hab)
  • Homens: 21.970 casos (20,78/100 mil)
  • Mulheres: 23.660 casos (21,41/100 mil)
  • 2º câncer mais incidente entre homens no Brasil (Sudeste e Centro-Oeste); 3º na Região Sul; 4º no Nordeste e Norte
  • Entre mulheres: 2º mais frequente nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste

Histologia e patogênese

  • Adenocarcinoma: ~95% dos casos
  • ~75% dos casos: via "adenoma-carcinoma" (>20 anos de evolução)
  • ~15% dos casos: via serrilhada
  • Pólipos avançados: ≥10 mm, componente viloso ou displasia de alto grau

Fatores de risco

  • Síndromes hereditárias: PAF (polipose adenomatosa familiar), síndrome de Lynch
  • Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, RCU)
  • Pólipos adenomatosos ou serrilhados avançados
  • Obesidade, sedentarismo, sobrepeso
  • Álcool >30 g de etanol/dia
  • Tabagismo
  • Carne vermelha e processada (cada 50 g/dia de carne processada → +18% risco)
  • Recomendação: evitar totalmente carnes processadas; limitar carne vermelha a ≤500 g cozida/semana

3. DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES

CID-10

  • C18: Neoplasia maligna do cólon (C18.0–C18.9)
  • C19: Neoplasia maligna da junção retossigmoide
  • C20: Neoplasia maligna do reto

Sinais e sintomas suspeitos

  • Mudança de hábito intestinal
  • Perda inexplicável de peso
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Fezes escuras ou com sangue visível
  • Massa abdominal
  • Dor abdominal persistente

Classificação TNM (UICC 8ª edição)

Tumor primário (T)

CategoriaDefinição
TXNão avaliável
T0Sem evidência de tumor
TisCarcinoma in situ/intramucoso
T1Invade submucosa
T2Invade muscular própria
T3Invade através da muscular própria os tecidos pericólicos
T4aPerfura peritônio visceral
T4bInvade diretamente órgãos/estruturas vizinhas

Linfonodos (N)

CategoriaDefinição
N0Sem metástases linfonodais
N1a1 linfonodo
N1b2-3 linfonodos
N1cLinfonodos negativos, mas depósitos tumorais em subserosa/mesentério/pericólico
N2a4-6 linfonodos
N2b≥7 linfonodos

Metástase (M)

CategoriaDefinição
M0Sem metástases à distância
M1aMetástases em 1 órgão, sem peritônio
M1bMetástases em ≥2 órgãos, sem peritônio
M1cMetástases peritoneais (±outros órgãos)

Estadiamento agrupado

EstadioTNM
0TisN0M0
IT1-T2N0M0
IIAT3N0M0
IIBT4aN0M0
IICT4bN0M0
IIIAT1-T2 N1/N1c ou T1 N2aM0
IIIBT3-T4a N1/N1c; T2-T3 N2a; T1-T2 N2bM0
IIICT4a N2a; T3-T4a N2b; T4b N1-N2M0
IVAQualquer T/NM1a
IVBQualquer T/NM1b
IVCQualquer T/NM1c

Anatomia do reto (segmentação clínica)

  • Reto inferior/distal: até 5 cm da margem anal
  • Reto médio: 5 a 10 cm da margem anal
  • Reto superior/proximal: 10 a 15 cm da margem anal
  • Reto alto (intraperitoneal) × Reto médio/baixo (extraperitoneal)

4. DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO

Confirmação diagnóstica

  • Estudo anatomopatológico de amostra do tumor primário ou metástase
  • Biópsia endoscópica (colonoscopia/retossigmoidoscopia), por agulha guiada por imagem ou análise direta pós-cirurgia de urgência

Estadiamento clínico

  • Padrão: TC de tórax, abdome e pelve com contraste
  • Casos selecionados: RM de abdome superior (contraindicação ao iodo ou achados duvidosos)
  • Reto: RM de pelve obrigatória (avalia invasão da fáscia mesorretal, vasos, linfonodos mesorretais)
  • PET-CT: NÃO recomendado de rotina; pode ser usado em casos selecionados com metástase exclusivamente hepática potencialmente ressecável

Exames laboratoriais

  • Hemograma completo
  • Função bioquímica, renal, hepática, canaliculares
  • Bilirrubinas totais e frações
  • CEA (antígeno carcinoembrionário): >5 mcg/L pré-operatório = pior prognóstico (exceto se normalizar após cirurgia); usado para monitorização em doença metastática

Teste molecular/imunohistoquímico

  • Recomenda-se imunohistoquímica para avaliação de proficiência de enzimas de reparo em TODOS os pacientes
  • Se instável: investigar síndrome de Lynch

5. TRATAMENTO

5.1 TRATAMENTO CIRÚRGICO

Adenocarcinoma de cólon

  • Margens ≈ 5 cm na ressecção colônica
  • Linfadenectomia: ligadura dos vasos nutridores nas origens; mínimo 12 linfonodos
  • Técnicas minimamente invasivas preferidas (sobrevida equivalente)
  • Curados após ressecção endoscópica (estádio 0 ou I) se TODOS os critérios:
    • Invasão até 1.000 micra da submucosa
    • Ausência de invasão angiolinfática
    • Histologia bem diferenciada
    • Ausência de tumor budding
    • Margens livres
  • T4b: ressecção em bloco da estrutura acometida
  • Metástase peritoneal: citorredução se ICP <10 ou possibilidade R0
  • HIPEC NÃO é preconizada (estudo PRODIGE 7 sem benefício de sobrevida)

Índice de Carcinomatose Peritoneal (ICP)

  • Abdome dividido em 13 regiões
  • Cada região: LS 0-3
    • LS 0: sem lesão
    • LS 1: nódulos até 0,5 cm
    • LS 2: nódulos 0,5-5,0 cm
    • LS 3: nódulos >5,0 cm ou confluentes
  • ICP varia de 0 a 39

Adenocarcinoma de reto

  • Técnica padrão-ouro: Excisão Total do Mesorreto (TME) para reto extraperitoneal
  • Reto intraperitoneal (alto): excisão mesorretal parcial (5 cm distal ao tumor)
  • Linfadenectomia da artéria mesentérica inferior: rotineira
  • Linfadenectomia lateral: sem consenso
  • Preservação de plexo autonômico pélvico (função urinária/sexual)
  • Excisão local: apenas se paciente sem condição clínica para TME (recidiva 18% em T1, 37% em T2)
  • Watch-and-wait: pacientes com resposta clínica completa após neoadjuvância podem evitar cirurgia, com acompanhamento rigoroso

Cuidados nutricionais perioperatórios

  • Íleo metabólico pós-operatório em ~30% dos pacientes
  • Reduzir volume de hidratação venosa intra/pós-op
  • Reduzir opioides
  • Abreviação de jejum pré/pós-operatório é segura

5.2 RADIOTERAPIA

Cólon

  • Adjuvante NÃO recomendada de rotina
  • Casos selecionados: T4, perfuração/obstrução, doença residual

Reto - Indicações

  • T1-T2 N0 M0 e reto alto: neoadjuvância NÃO recomendada
  • T3-T4 e/ou N1-3 localmente avançados em reto baixo/médio: radioterapia neoadjuvante + cirurgia
  • Neoadjuvância é PREFERÍVEL à adjuvância (melhor adesão, menor toxicidade, maior eficácia)

Indicações de adjuvância (estadio I pós-op)

  • Margem comprometida
  • Invasão linfovascular
  • Grau III
  • Invasão da submucosa até o 1/3 inferior
  • Considerar também: estadio II/III sem RT pré-op; margem circunferencial <1 mm; pNx

Esquemas de radioterapia

  • Curso longo (preferencial em reto baixo): 1,8-2 Gy/fração × 5-6 semanas → 45-50,4 Gy + 5-FU contínuo ou capecitabina oral
  • Curso curto: 25 Gy em 5 frações de 5 Gy (1 semana) ± QT concomitante
  • Definitiva (idosos/inoperáveis): 54 Gy

5.3 MÉTODOS ABLATIVOS TÉRMICOS (NOVA INCORPORAÇÃO – Portaria SECTICS/MS nº 06/2024)

Modalidades

  • Radiofrequência
  • Micro-ondas (vantagem: ablações maiores, mais homogêneas, mais rápidas; eficaz perto de grandes vasos; tumores até 3 cm)

Critérios de elegibilidade

  • Idade: 18-80 anos
  • ECOG (OMS): ≤1
  • Medula óssea, função hepática e renal adequadas
  • Indicação:
    • Metástase hepática IRRESSECÁVEL sem doença extra-hepática: até 10 metástases, diâmetro máximo 4 cm, envolvimento ≤50% do fígado
    • Metástase hepática RESSECÁVEL com alto risco cirúrgico

Critérios de exclusão

  • Outra neoplasia nos últimos 10 anos (exceto CCU in situ, CA pele não melanoma)
  • Neuropatia sensorial > grau 1
  • Doença cardiovascular significativa
  • HAS não controlada
  • Coagulopatia
  • Infecção ativa

5.4 QUIMIOTERAPIA

Cenários

  1. Neoadjuvante: reto estadios II ou III (NÃO preconizada para cólon)
  2. Adjuvante: estadio III (e estadio II de alto risco)
  3. Paliativa: recidivado inoperável ou estadio IV, ECOG 0-2, expectativa de vida >6 meses

Quimioterapia NEOADJUVANTE (Reto) - Esquemas

  • Capecitabina
  • Fluorouracil
  • Fluorouracil + ácido folínico
  • FOLFIRINOX (5-FU + AF + oxaliplatina + irinotecano)
  • FOLFOX (5-FU + AF + oxaliplatina)
  • CAPOX (capecitabina + oxaliplatina)

Terapia Neoadjuvante Total (TNT)

  • Indução: QT sistêmica → quimiorradioterapia → cirurgia
  • Consolidação: quimiorradioterapia → QT → cirurgia
  • Pode ser combinada com RT de curta duração (RAPIDO) ou longa duração
  • Indicação: reto médio/baixo, estádios II ou III
  • Permite preservação de órgão em respondedores completos

Estudos-chave

  • PRODIGE-23: FOLFIRINOX × 6 → QRT → cirurgia → FOLFOX × 6. Aumenta RPc, sobrevida livre de recidiva e SG. Toxicidades graves: neutropenia 45%, fadiga 24%, náuseas/vômitos 15%, diarreia 12%, neuropatia 9%, estomatite 6%
  • OPRA: QRT longa + QT consolidação (CAPOX ou FOLFOX × 4 meses) → 54% livres de TME em 3 anos
  • PROSPECT: FOLFOX × 6 → cirurgia (omitindo RT em subgrupo); exclui T4, ≥4 linfonodos pélvicos, distância <3 mm da fáscia mesorretal
  • RAPIDO: RT curta (5×5 Gy) → QT baseada em oxaliplatina → cirurgia. Menor toxicidade aguda, mas alta recorrência local >5 anos

Quimioterapia ADJUVANTE - Indicações

  • Estadio I: NÃO indicada
  • Estadio II: apenas alto risco (T4, obstrução/perfuração, margem inadequada, <12 linfonodos, pouco diferenciado, invasão vascular/linfática, invasão perineural)
  • Estadio III: padrão de cuidado
  • Critérios: ECOG 0-1, expectativa de vida >24 meses, início ideal até 12 semanas após cirurgia
  • Duração: 3 a 6 meses

Esquemas adjuvantes

  • FOLFOX
  • CAPOX (preferencial em estadio III baixo risco - máximo 3 meses)
  • FLOX
  • Capecitabina (preferencial em idosos >70 anos, ECOG >2, por 6 meses)
  • 5-FU + ácido folínico

Importante: Tumores com instabilidade microssatélite/dMMR têm melhor prognóstico — NÃO necessitam adjuvância em estadio II de risco habitual.

Quimioterapia PALIATIVA (1ª linha)

  • ECOG 0-1: combinações com fluoropirimidina + oxaliplatina e/ou irinotecano
    • FOLFOX
    • FOLFIRI
    • FOLFOXIRI
    • CAPOX
  • ECOG 2: capecitabina ou 5-FU + AF (monoterapia)
  • Suspeita de deficiência de DPD: irinotecano + oxaliplatina (preferencial)

Medicamentos NÃO preconizados pelo SUS

  • Cetuximabe, bevacizumabe, panitumumabe (sem incorporação no SUS)
  • Pembrolizumabe (não incorporado em 1ª linha mesmo para MSI-H/dMMR — Portaria SECTICS/MS nº 74/2023)
  • Trifluridina/tipiracil, ramucirumabe, aflibercepte, regorafenibe (não avaliados pela CONITEC)

2ª e 3ª linhas

  • Pós-oxaliplatina: irinotecano ou monoterapia
  • Pós-irinotecano: FOLFOX ou CAPOX (se sem contraindicações)
  • Reintrodução do esquema inicial é possível se não houve progressão

Quimioterapia intra-arterial hepática

  • Pode ser usada em metástases irressecáveis para conversão
  • Sem benefício consistente em sobrevida
  • Apenas em programa multidisciplinar especializado

6. MONITORAMENTO E AJUSTES DE DOSE

Conduta por toxicidade

MedicamentoConduta
OxaliplatinaAlteração neurológica → reduzir dose em 15-20%; persistência → interromper
IrinotecanoGrau 1: manter; Grau 2: ↓ 25 mg/m²; Grau 3: omitir até grau ≤2 e ↓25 mg/m² (semanal) ou 50 mg/m² (bi/trissemanal); Grau 4: omitir até grau ≤2 e ↓50 mg/m². Não iniciar novo ciclo até granulócitos ≥1.500/mm³, plaquetas ≥100.000/mm³ e diarreia resolvida
CapecitabinaGrau 1: manter; Grau 2/3: interromper. 1ª recorrência → 75% (grau 3) ou 100% (grau 2); 2ª → 50%; 3ª → interromper definitivamente. Grau 4: interromper, retomar com 50%; 2ª ocorrência → interromper definitivamente
FluorouracilaManutenção: 10-15 mg/kg/semana, máximo 1 g/semana

Manejo de efeitos específicos

  • Oxaliplatina: avaliação neurológica ativa (sensibilidade, propriocepção, motricidade fina)
  • Irinotecano: diarreia tardia (≈1 semana) → loperamida 4-24 mg/dia
  • Capecitabina: síndrome mão-pé → interromper, corticoide tópico, emolientes; retomar com redução de dose

Critério RECIST 1.1

RespostaCritério
Resposta totalDesaparecimento das lesões
Resposta parcialRedução >30% da soma dos diâmetros
Doença estávelRedução <30% ou aumento <20%
ProgressãoAumento >30% ou nova lesão

7. ACOMPANHAMENTO PÓS-CIRÚRGICO

ExamePacientesPeriodicidade
ColonoscopiaTodos1 ano após cirurgia; se pólipos alto grau → repetir em 1 ano; se sem pólipos ou baixo grau → 3-5 anos
Retossigmoidoscopia + RM retoReto pós-ressecção endoscópica/transanal SEM RTA cada 3-6 meses por 2 anos; depois 6/6 meses até 5 anos
Anamnese/exame clínicoTodos exceto cólon estádio I3/3 meses por 2 anos; depois 6/6 meses até 5 anos
CEAEstádios II-IIIA cada visita por 5 anos. Se elevado → repetir em 1 mês
TC tórax/abdome/pelveEstádios II-IIIA cada 6-12 meses por 3 anos; depois anual até 5 anos
TCCEA persistentemente elevadoConfirmar recidiva

8. POPULAÇÕES ESPECIAIS

Idosos (>70 anos)

  • ECOG >2 ou frágeis → capecitabina por 6 meses (preferencial)
  • 5-FU por 6 meses possível, mas necessita bomba elastomérica
  • Equipe multiprofissional deve incluir geriatra
  • Radioterapia definitiva (54 Gy) se não tolerar cirurgia

Pacientes com instabilidade microssatélite (MSI-H/dMMR)

  • Melhor prognóstico
  • NÃO necessitam adjuvância em estadio II de risco habitual
  • Avaliar síndrome de Lynch
  • Pembrolizumabe NÃO incorporado mesmo neste subgrupo

Pacientes com metástase peritoneal

  • Citorredução cirúrgica se ICP <10 ou possibilidade R0
  • HIPEC não preconizada pelo SUS

Pacientes com metástase hepática irressecável

  • Ablação térmica (radiofrequência ou micro-ondas) - incorporada em 2024
  • Critérios rígidos (até 10 metástases, ≤4 cm cada, ≤50% do fígado)

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41 pontos que tendem a cair na prova

Outros pontos relevantes

  • 01

    HIPEC NÃO é preconizada pelo SUS (PRODIGE 7 negativo)

  • 02

    PET-CT NÃO é rotineiro no estadiamento ou seguimento

  • 03

    Pembrolizumabe NÃO é incorporado no SUS mesmo para MSI-H/dMMR

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