Pediatria2026

Surviving Sepsis Campaign: Diretrizes Internacionais para Manejo de Sepse e Choque Séptico em Crianças 2026 2026: o que mudou na diretriz

Cai na prova 2026
  • Sepse permanece como causa líder de morbidade, mortalidade e utilização de recursos de saúde em crianças mundialmente

  • Identificação precoce e manejo adequado são críticos para otimizar desfechos a curto e longo prazo

  • Atualização da primeira diretriz SSC pediátrica específica publicada em 2020

  • Aplica-se a pacientes de ≥ 37 semanas de gestação ao nascimento até 18 anos

  • Engloba lactentes, pré-escolares, escolares e adolescentes

  • Cenários: hospital, departamento de emergência ou ambiente de cuidados agudos

  • Reconhece variação de recursos entre sistemas de saúde e regiões geográficas

  • 61 declarações no total: 5 recomendações fortes, 24 recomendações condicionais, 10 declarações de boa prática clínica (GPS)

  • Para 22 questões PICO, não foi possível fazer recomendação; para 7 destas, foram fornecidas declarações "in our practice"

  • 20 recomendações novas

  • 13 atualizadas por clareza e/ou nova evidência

  • 6 revisadas sem alteração

  • 22 mantidas por consenso de ausência de nova evidência

  • Apenas 3 recomendações baseadas em alta ou moderada certeza de evidência

  • Temas de cuidados gerais (profilaxia de úlcera de estresse, TEV, nutrição, ventilação específica de SDRA, transfusão, controle glicêmico, sedação) foram referidos a outras diretrizes específicas

  • Metodologia GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development, and Evaluation)

  • Certeza da evidência: alta, moderada, baixa ou muito baixa

  • Framework evidence-to-decision (EtD) para formulação de declarações

  • Consenso: votação com 75% dos membros e limiar de 80% de concordância

  • Tipos de declarações:

O que mudou

31 mudanças que você precisa saber

  • Antes

    Sugestão fraca a FAVOR de triagem sistemática

    Agora

    Evidência INSUFICIENTE — sem recomendação

  • Antes

    Incapaz de emitir recomendação sobre lactato para estratificação

    Agora

    Recomendação FORTE para medir lactato na avaliação inicial

  • Antes

    GPS para implementar protocolo/guideline

    Agora

    Recomendação FORTE para programa de melhoria com POPs

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Dentro de 1h

    Agora

    Mantido: dentro de 1h (atualizado com linguagem "idealmente")

  • Antes

    Dentro de 3h

    Agora

    Mantido: dentro de 3h (enfatiza investigação rápida)

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Novo GPS: considerar ATB assim que possível

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: sugere CONTRA uso rotineiro (certeza moderada)

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: sugere consultoria de rotina

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Sugestão de monitorização hemodinâmica avançada genérica

    Agora

    Atualizada: alvo SvcO₂ ≥ 70% quando CVC disponível

  • Antes

    Sugere uso de monitorização avançada

    Agora

    Evidência insuficiente para recomendação

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: sugere uso de POCUS cardíaco e pulmonar

  • Antes

    Remark: razoável após 40-60 mL/kg

    Agora

    Evidência insuficiente; razoável antes OU depois de 40 mL/kg

  • Antes

    Sugere epi ou norepi sobre dopamina; sem preferência entre ambas

    Agora

    Evidência insuficiente para preferir uma sobre outra (mantido sem dopamina como referência)

  • Antes

    Incapaz de recomendar

    Agora

    Atualizada: sugere via periférica sobre atrasar até CVC

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: sugere SpO₂ 88-92% sobre > 94% (certeza moderada)

  • Antes

    Sugere que ambas opções (hidrô ou não) podem ser usadas

    Agora

    Atualizada: evidência insuficiente (não recomenda)

  • Antes

    Sugere ambas abordagens (antipirético ou permissiva)

    Agora

    Evidência insuficiente para recomendação

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Sugere CONTRA HVHF sobre padrão

    Agora

    INVERTIDA: sugere A FAVOR de HVHF (> 35 mL/kg/h)

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: sugere implementar pacote de reabilitação

  • Antes

    Não existia

    Agora

    Nova: evidência insuficiente + GPS para avaliar fatores de risco

  • Antes

    Tinham recomendações próprias: ventilação/SDRA, nutrição, transfusão, glicemia, profilaxia TEV/úlcera

    Agora

    Removidos — referir a diretrizes específicas

Resumo técnico

A diretriz na íntegra

2. CONTEXTO E IMPORTÂNCIA

Por que esta diretriz foi publicada

  • Sepse permanece como causa líder de morbidade, mortalidade e utilização de recursos de saúde em crianças mundialmente
  • Identificação precoce e manejo adequado são críticos para otimizar desfechos a curto e longo prazo
  • Atualização da primeira diretriz SSC pediátrica específica publicada em 2020

Escopo

  • Aplica-se a pacientes de ≥ 37 semanas de gestação ao nascimento até 18 anos
  • Engloba lactentes, pré-escolares, escolares e adolescentes
  • Cenários: hospital, departamento de emergência ou ambiente de cuidados agudos
  • Reconhece variação de recursos entre sistemas de saúde e regiões geográficas

O que mudou em relação à versão 2020

  • 61 declarações no total: 5 recomendações fortes, 24 recomendações condicionais, 10 declarações de boa prática clínica (GPS)
  • Para 22 questões PICO, não foi possível fazer recomendação; para 7 destas, foram fornecidas declarações "in our practice"
  • 20 recomendações novas
  • 13 atualizadas por clareza e/ou nova evidência
  • 6 revisadas sem alteração
  • 22 mantidas por consenso de ausência de nova evidência
  • Apenas 3 recomendações baseadas em alta ou moderada certeza de evidência
  • Temas de cuidados gerais (profilaxia de úlcera de estresse, TEV, nutrição, ventilação específica de SDRA, transfusão, controle glicêmico, sedação) foram referidos a outras diretrizes específicas

Metodologia

  • Metodologia GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development, and Evaluation)
  • Certeza da evidência: alta, moderada, baixa ou muito baixa
  • Framework evidence-to-decision (EtD) para formulação de declarações
  • Consenso: votação com 75% dos membros e limiar de 80% de concordância
  • Tipos de declarações:
CategoriaForçaLinguagemImplicação
Recomendação forteForte"Recomendamos"Maioria dos pacientes deve receber/evitar a intervenção
Recomendação condicionalFraca"Sugerimos"Balanço pode variar conforme valores do paciente/contexto
Declaração de boa prática (GPS)Forte (não graduada)"Clinicians should..."Benefício inequívoco sem evidência direta
Declaração "in our practice"Não é recomendaçãoDescritivaVariação na prática atual

3. DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES

Terminologia de Sepse Utilizada na Diretriz

TermoDefinição
SepseInfecção levando a disfunção orgânica potencialmente fatal, inclusiva de pacientes com choque séptico
Choque sépticoSubconjunto de sepse com perfusão inadequada e/ou disfunção cardiovascular não atribuível a causa cardíaca primária ou outra causa concomitante
Sepse provávelApresentação clínica consistente com sepse, mas infecção ainda não confirmada
Choque séptico suspeitoChoque de etiologia não confirmada, mas suspeito de ser secundário a infecção
Choque séptico com hipoperfusão persistenteSepse com sinais contínuos de hipoperfusão apesar de tratamento inicial

Critérios de Sepse: Evolução Histórica

Critérios IPSCC 2005 (utilizados na maioria dos estudos de base)

  • Sepse grave: ≥ 2 critérios de SIRS por idade + infecção invasiva confirmada/suspeita + disfunção cardiovascular OU SDRA OU ≥ 2 disfunções orgânicas não cardiovasculares
  • Choque séptico: subconjunto com disfunção cardiovascular (hipotensão, perfusão comprometida incluindo hiperlactatemia > 2x limite superior do normal, e/ou uso de vasopressor)

Critérios Phoenix 2024

  • Sepse: infecção com disfunção orgânica potencialmente fatal operacionalizada como disfunção moderada-grave dos sistemas respiratório, cardiovascular, coagulação e/ou neurológico
  • Choque séptico: sepse com ≥ 1 ponto de disfunção cardiovascular, indicando:
    • Hipotensão
    • Hiperlactatemia ≥ 5 mmol/L
    • E/ou tratamento com medicação vasoativa

Marcadores de Hiperlactatemia

  • Lactato ≥ 2 mmol/L: independentemente associado a mortalidade aumentada
  • Lactato > 5 mmol/L: suficiente para critérios de disfunção cardiovascular Phoenix
  • Mesmo pequenas elevações de lactato podem indicar perfusão orgânica insuficiente e justificar tratamento para choque séptico

Subfenótipos Reconhecidos

TAMOF (Thrombocytopenia-Associated Multiple Organ Failure)

  • Trombocitopenia de início novo + disfunção orgânica progressiva
  • Desregulação imune + coagulopatia
  • Mediada por: atividade reduzida de ADAMTS-13, atividade elevada de FVW, FVW ultra-grande
  • Ocorre em ~8% das crianças com sepse
  • Associada a alta mortalidade

Imunoparalisia

  • HLA-DR reduzido na superfície de monócitos
  • Capacidade reduzida de leucócitos de produzir TNF-α ex vivo
  • Neutropenia e linfopenia
  • Associada a mortalidade, disfunção orgânica prolongada, infecções nosocomiais

Hiperferritinemia

  • Frequentemente definida como > 500 ng/mL
  • Hiperferritinemia extrema: > 10.000 ng/mL — associada a gravidade aumentada e mortalidade
  • Sobreposição com sHLH, MAS, síndromes de tempestade de citocinas

4. DIAGNÓSTICO

4.1 Triagem e Reconhecimento

Recomendação 1 — Triagem Sistemática para Sepse

  • Status: Evidência insuficiente para recomendar triagem sistemática para sepse além dos protocolos clínicos estabelecidos
  • Mudança de 2020: atualizada (antes era sugestão fraca a favor de triagem)
  • Dados-chave: Único ECR pediátrico com randomização para triagem eletrônica vs. sem triagem mostrou:
    • Sem diferença na mortalidade (RR 2,52; IC95% 0,31-20,38)
    • Sem diferença na progressão para choque séptico (OR ajustado 1,12; IC95% 0,53-2,46)
    • Sem diferença na pontualidade de antibióticos (HR ajustado 0,85; IC95% 0,63-1,16)
  • Importante: O painel enfatiza a importância de (a) reconhecimento precoce, (b) necessidade de pesquisa comparativa e (c) estabelecimento de protocolos clínicos de triagem

Recomendação 2 — Programa de Melhoria de Performance

  • Recomendação forte, baixa certeza de evidência
  • Hospitais devem implementar programa de melhoria de performance com protocolos operacionais padronizados
  • Dados: Implementação associada a mortalidade reduzida (RR 0,51; IC95% 0,39-0,66) e menor tempo de internação hospitalar (DM 0,87 dias a menos)
  • Pathway clínico para sepse: mortalidade reduzida (RR 0,61; IC95% 0,39-0,95) e menor tempo de internação (DM 36,71 horas a menos)

Recomendação 3 — Lactato Sanguíneo

  • Recomendação forte, certeza muito baixa
  • Medir lactato sanguíneo como parte da avaliação e manejo iniciais em sepse provável ou choque séptico suspeito
  • Amostras arteriais, venosas e capilares mostram associação consistente com mortalidade
  • Meta-análise em rede de 2 ECRs em adultos: terapia guiada por lactato associada a menor mortalidade a curto prazo até 90 dias (RR 0,59; IC95% 0,45-0,76)
  • Garantir disponibilidade de teste de lactato point-of-care em diversas regiões

Recomendação 4 — Hemoculturas

  • GPS (boa prática clínica)
  • Obter hemoculturas antes de iniciar antimicrobianos em situações onde isso não atrasa substancialmente a administração

Recomendação 5 — Testes Moleculares

  • Evidência insuficiente para recomendar ou contraindicar testes moleculares de rotina para detecção/identificação de patógenos
  • Um ECR em neonatos: mortalidade reduzida de 17,8% para 3,2% com PCR multiplex vs. hemocultura tradicional
  • Em adultos: ECRs não demonstraram redução consistente na mortalidade
  • Preocupações: falso-positivos, custos, variação epidemiológica

4.2 Monitorização Hemodinâmica

Recomendação 25 — Avaliação Clínica

  • GPS
  • Ressuscitação guiada por avaliação clínica contínua incluindo:
    • Frequência cardíaca
    • Pressão arterial
    • Tempo de enchimento capilar
    • Temperatura de extremidades
    • Qualidade do pulso
    • Nível de consciência
    • Débito urinário
  • Na prática do painel: PA (93%), FC (87%), TEC (77%), nível de consciência (71%), débito urinário (69%), qualidade do pulso (48%), temperatura de extremidades (41%)

Recomendação 26 — Alvo de PAM

  • Evidência insuficiente para recomendar entre percentil 5 ou 50 para idade

Recomendação 27 — SvcO₂

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Alvo SvcO₂ ≥ 70% quando acesso venoso central disponível
  • 2 ECRs pediátricos (222 pacientes): possível redução de mortalidade (RR 0,48; IC95% 0,22-1,03)
  • SvcO₂ idealmente medida de cateter venoso central com ponta próxima ao átrio direito

Recomendação 28 — Monitorização Hemodinâmica Avançada

  • Evidência insuficiente para recomendar uso de monitorização hemodinâmica avançada junto com sinais clínicos
  • Na prática do painel (71% usam): ecocardiografia/POCUS cardíaco (32%), PiCCO (32%), Doppler aórtico transtorácico/supraesternal (22%)

Recomendação 29 — POCUS Cardíaco e Pulmonar

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Sugere-se POCUS cardíaco e pulmonar para guiar ressuscitação se treinamento e recursos locais permitirem
  • Meta-análise de 2 ECRs: POCUS associado a menor tempo de reversão de choque (DM 24h menos; IC95% 10,8-37,1h) e menor tempo de UTI (DM 3,6 dias menos; IC95% 1,4-5,9d)
  • POCUS alterou a caracterização hemodinâmica em 67% dos casos em um estudo

5. TRATAMENTO

5.1 Terapia Antimicrobiana

Recomendação 6 — Antibiótico no Choque Séptico

  • Recomendação forte, certeza muito baixa
  • Iniciar antimicrobianos o mais rápido possível, idealmente dentro de 1 hora do reconhecimento de sepse em choque séptico suspeito
  • Meta-análise de estudos observacionais: antibiótico < 2h associado a OR 0,51 (IC95% 0,22-1,19) para mortalidade
  • Estudo retrospectivo de 19.515 crianças: tanto administração precoce (< 30 min) quanto tardia (> 330 min) ligadas a mortalidade

Recomendação 7 — Antibiótico na Sepse sem Choque

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Período limitado de investigação rápida e, se a preocupação com sepse for substantiada, iniciar antimicrobianos idealmente dentro de 3 horas
  • Período de investigação permite substantiar diagnóstico presuntivo e testar outras causas

Recomendação 8 — Antibiótico em Cenários com Recursos Limitados

  • GPS
  • Quando avaliação oportuna é difícil e pode haver atraso, considerar antibióticos o mais rápido possível

Recomendação 9 — Espectro Empírico

  • GPS
  • Terapia empírica de amplo espectro com 1 ou mais antimicrobianos cobrindo todos os patógenos prováveis

Recomendação 10 — Multiterapia em Imunossuprimidos

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Terapia empírica multidrogas para crianças com imunossupressão e/ou alto risco de patógenos multirresistentes

Recomendação 11 — Infusão Contínua/Estendida de Beta-lactâmicos

  • Evidência insuficiente para recomendar rotineiramente infusão contínua/estendida vs. intermitente
  • ECRs pediátricos: sem diferença na mortalidade (RR 0,58; IC95% 0,17-2,01)
  • Meta-análise em adultos com sepse: pequena redução na mortalidade em 90 dias para infusão contínua (RR 0,91; IC95% 0,85-0,97)
  • Diferenças farmacocinéticas ao longo do crescimento infantil e preocupações com viabilidade/estabilidade limitam extrapolação

Recomendação 12 — Descalonamento

  • GPS
  • Estreitar cobertura antimicrobiana assim que patógeno(s) e susceptibilidades estiverem disponíveis

Recomendação 13 — Sem Patógeno Identificado

  • GPS
  • Estreitar ou suspender terapia empírica conforme apresentação clínica, sítio de infecção, fatores de risco, melhora clínica — em discussão com infectologista/microbiologista

Recomendação 14 — Procalcitonina

  • Recomendação condicional, certeza MODERADA (uma das 3 com certeza ≥ moderada)
  • Sugere-se NÃO usar procalcitonina rotineiramente para guiar desescalonamento quando programas eficazes de stewardship estão em vigor
  • 2 ECRs (neonatal + pediátrico multicêntrico):
    • Sem diferença na mortalidade (RR 0,52; IC95% 0,20-1,33)
    • Sem diferença na duração de antibióticos (DM 3,85h menos; IC95% -10,93 a +3,24h)
  • O valor da procalcitonina depende do contexto e da eficácia da infraestrutura de stewardship

Recomendação 15 — Consultoria de Doenças Infecciosas (com bacteremia)

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Hospitais devem implementar consultoria de infectologia ou microbiologia de rotina para crianças com infecção de corrente sanguínea documentada
  • Meta-análise: mortalidade reduzida (RR 0,51; IC95% 0,28-0,92)

Recomendação 16 — Consultoria de DI (sem bacteremia)

  • Evidência insuficiente para recomendar consultoria de rotina

5.2 Controle de Foco

Recomendação 17 — Controle de Foco Emergente

  • GPS
  • Implementar o mais rápido possível após diagnóstico de infecção passível de procedimento

Recomendação 18 — Remoção de Dispositivo Intravascular

  • Recomendação forte, baixa certeza
  • Remover dispositivos intravasculares confirmados como fonte após obter outro acesso, dependendo do patógeno e relação risco/benefício

5.3 Fluidoterapia

Recomendação 19 — Choque Séptico COM UTI Disponível

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Até 40-60 mL/kg em bolus (10-20 mL/kg por bolus) na primeira hora
  • Sobre não administrar bolus

Recomendação 20 — Sepse SEM Hipotensão SEM UTI

  • Recomendação FORTE, certeza ALTA (uma das 3 com alta certeza)
  • Contra uso de bolus de fluidos — iniciar fluidos de manutenção

Recomendação 21 — Choque Séptico COM Hipotensão SEM UTI

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Até 40 mL/kg em bolus (10-20 mL/kg por bolus) na primeira hora

Recomendação 22 — Reavaliação Hemodinâmica

  • GPS
  • Reavaliar status hemodinâmico após cada bolus
  • Titular conforme marcadores clínicos de débito cardíaco
  • Descontinuar se choque resolver ou sinais de sobrecarga hídrica

Recomendação 23 — Cristaloides vs. Albumina

  • Recomendação condicional, certeza MODERADA
  • Cristaloides sobre albumina para ressuscitação inicial
  • Considerando custo e outras barreiras da albumina

Recomendação 24 — Cristaloides Balanceados vs. SF 0,9%

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Cristaloides balanceados/tamponados (Ringer lactato, Hartmann, soluções multieletrolíticas) sobre SF 0,9%
  • 5 ECRs pediátricos: sem diferença na mortalidade (RR 1,0; IC95% 0,82-1,22)
  • Maior ECR (Índia): menor incidência de LRA nova/progressiva com cristaloides balanceados (21% vs. 33%; RR 0,62; IC95% 0,49-0,80)
  • Menor necessidade de TRS com cristaloides balanceados (RR 0,58; IC95% 0,39-0,87)
  • Exceções para SF 0,9%: hiponatremia, preocupação com hipertensão intracraniana (infecções do SNC)
  • Estudo PRoMPT BOLUS em andamento (8.800 crianças planejadas)

5.4 Drogas Vasoativas

Recomendação 30 — Timing de Início de Vasopressores

  • Evidência insuficiente para recomendar início antes ou depois de 40 mL/kg de bolus
  • 3 ECRs: sem diferença na mortalidade (RR 0,62; IC95% 0,23-1,69)
  • Estudo piloto multicêntrico: mediana de tempo para epinefrina 16 min (grupo precoce) vs. 49 min (grupo padrão); fluido 24h: 0 mL/kg vs. 20 mL/kg
  • Na prática: 63% do painel às vezes/frequentemente iniciam vasopressores antes de 40 mL/kg

Recomendação 31 — Epinefrina vs. Norepinefrina como Primeira Linha

  • Evidência insuficiente para recomendar uma sobre a outra
  • 1 ECR (67 crianças): sem diferença na resolução do choque em 1h (RR 2,0; IC95% 0,54-7,35)
  • Estudo de propensity score (231 episódios): epinefrina associada a maior mortalidade em 30 dias vs. norepinefrina (3,7% vs. 0%; diferença 3,7%; IC95% 0,2-7,2%) — mas com confounders importantes
  • Preferências gerais: epinefrina para disfunção miocárdica/baixo débito; norepinefrina para aumentar RVS
  • Na prática: 57% usam epinefrina como primeira linha, 43% norepinefrina

Recomendação 32 — Via Periférica para Vasopressores

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Iniciar vasopressores por acesso venoso periférico em vez de atrasar até obter acesso central
  • Meta-análise de 6 estudos observacionais (709 crianças): risco reduzido de morte com via periférica (RR 0,45; IC95% 0,3-0,67)
  • Risco de extravasamento: 2,5% (IC95% 1,69-4,2%)
  • Extravasamento mais frequente em acesso distal (mão)

Recomendação 33 — Vasopressina

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Para crianças com choque séptico em altas doses de catecolaminas: adicionar vasopressina OU titular catecolaminas
  • Sem consenso sobre limiar ótimo para iniciar vasopressina

Recomendação 34 — Inodilatador

  • Evidência insuficiente para recomendar adição de inodilatador na disfunção cardíaca refratária

Recomendação 35 — Angiotensina II

  • Evidência insuficiente (nova recomendação)
  • Apenas séries de casos/relatos pediátricos
  • Na prática: 82% quase nunca usam angiotensina II

Recomendação 36 — Azul de Metileno

  • Evidência insuficiente (nova recomendação)
  • 1 ECR unicêntrico em neonatos (30 lactentes): melhora mais rápida da PA, sem diferença na mortalidade (66% vs. 60%)
  • Na prática: 62% raramente/quase nunca usam

5.5 Ventilação

Recomendação 37 — Intubação no Choque Refratário

  • Evidência insuficiente sobre intubação em choque refratário a fluidos e catecolaminas na ausência de insuficiência respiratória

Recomendação 38 — Etomidato

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Contra uso de etomidato para intubação de crianças com sepse/choque séptico

Recomendação 39 — Alvo de Oxigenação (NOVA)

  • Recomendação condicional, certeza MODERADA
  • Após ressuscitação, titular O₂ para alvo conservador (SpO₂ 88-92%) sobre alvo liberal (SpO₂ > 94%)
  • Ensaio Oxy-PICU: SpO₂ 88-92% resultou em mais dias vivos sem suporte orgânico em D30
  • Menor tempo de ventilação mecânica e menos efeitos adversos com alvos menores
  • Exceções/Cautela:
    • Anemia grave, hemoglobinopatias, cardiopatia cianótica
    • Marcadores de dívida tecidual de O₂, baixo débito cardíaco
    • DMOS com disfunção neurológica
    • Fase aguda de ressuscitação (relação risco-benefício pode diferir)
    • Oxímetros podem superestimar em peles mais escuras
  • PALICC-2 recomendava SpO₂ 92-97% para SDRA pediátrico, mas pré-datava o estudo Oxy-PICU
  • OMS recomenda O₂ se SpO₂ < 90% ou < 94% com sinais de choque/encefalopatia

5.6 Corticosteroides

Recomendação 40 — Choque com Estabilidade Hemodinâmica Restaurável

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Contra uso de hidrocortisona IV se estabilidade hemodinâmica puder ser restaurada com fluidos + vasopressores

Recomendação 41 — Choque Refratário

  • Evidência insuficiente para recomendar hidrocortisona IV quando instabilidade persiste apesar de fluidos + vasopressores
  • Meta-análise recente (45 ECRs, 9.563 pacientes adultos + pediátricos): corticosteroides provavelmente reduzem mortalidade a curto prazo (RR 0,93; IC95% 0,88-0,99) e aumentam reversão de choque em 7 dias (RR 1,24; IC95% 1,11-1,38) — mas sem diferença de mortalidade em crianças especificamente
  • Estudos observacionais pediátricos: sinal de possível dano (mortalidade aumentada em vários estudos)
  • Grupo corticosteroide: menos dias livres de ventilador (DM -7 dias), maior permanência em UTIP (+5,33 dias) e hospital (+8,35 dias)
  • PERSEVERE-II: corticosteroides associados a maior mortalidade em crianças com escore alto
  • Importante: Corticosteroides de estresse devem ser administrados para insuficiência adrenal suspeita ou documentada

5.7 Endócrino e Metabólico

Recomendação 42 — Febre

  • Evidência insuficiente para recomendar normotermia vs. abordagem permissiva
  • Mudança de 2020 (antes: recomendação fraca para ambas abordagens)
  • 1 ECR piloto: sem diferenças em mortalidade, duração de ventilação, suporte cardiovascular/renal
  • Na prática: 25% sempre e 44% frequentemente tratam febre; 7% quase nunca

Recomendação 43 — Bicarbonato de Sódio (NOVA)

  • Evidência insuficiente para acidemia metabólica
  • 2 grandes estudos retrospectivos (7.460 crianças): sem associação com mortalidade após ajustes
  • Subanalise: bicarbonato associado a menor mortalidade se hipercloremia (Cl > 113) + baixo anion gap (< 6), mas mortalidade aumentada se Cl < 107 e/ou anion gap > 12
  • Na prática: 7% sempre, 38% às vezes, 37% raramente usam
  • Indicações mais comuns: pH ≤ 7,10, LRA, hipercloremia ≥ 110 mEq/L com instabilidade hemodinâmica

Recomendação 44 — Cálcio

  • Evidência insuficiente sobre normalizar calcemia vs. tolerar hipocalcemia

Recomendação 45 — Levotiroxina

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Contra uso rotineiro em estado eutireoidiano do doente

5.8 Vitaminas e Suplementos

Recomendação 46 — Vitamina C (Ácido Ascórbico)

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Contra uso rotineiro
  • ECR RESPOND PICU (60 crianças): vitamina C 30 mg/kg IV a cada 6h + tiamina 4 mg/kg IV a cada 12h + hidrocortisona 1 mg/kg IV a cada 6h — sem diferenças em desfechos
  • ECR VITACiPS (218 crianças): vitamina C 25 mg/kg IV a cada 6h vs. placebo por 72h — sem diferenças no pSOFA, mortalidade 28 dias, ou reversão de choque

Recomendação 47 — Tiamina (Vitamina B1)

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Contra uso rotineiro
  • Potencial benefício em hiperlactatemia sustentada (sem dados de alta qualidade)
  • Considerar reposição em suspeita/documentação de deficiência (desnutrição, doença crônica)

Recomendação 48 — Vitamina D

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Contra reposição aguda na ausência de insuficiência clínica de vitamina D

5.9 Balanço Hídrico, TRS e Suporte Extracorpóreo

Recomendação 49 — Prevenção de Sobrecarga Hídrica (NOVA)

  • GPS
  • Razoável considerar medidas para prevenir administração excessiva de fluidos, monitorar ingesta total e considerar remoção ativa de fluidos após estabilidade hemodinâmica
  • Monitorar alterações hemodinâmicas para evitar comprometer perfusão
  • Na prática: 64% buscam balanço negativo após estabilidade (desmame de vasoativos + melhora perfusão); 31% buscam balanço negativo quando perfusão melhora independente de vasoativos; 58% consideram CRRT/ultrafiltração após tentativa de diuréticos

Recomendação 50 — Hemofiltração de Alto Volume (HVHF)

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • A favor de HVHF (> 35 mL/kg/h) sobre hemofiltração padrão (≤ 35 mL/kg/h)
  • MUDANÇA IMPORTANTE: invertida em relação a 2020 (antes era contra HVHF)
  • Meta-análise de 3 ECRs (195 crianças): menor mortalidade (RR 0,58; IC95% 0,34-0,98), menor duração de TRS (DM -1,2 dias)
  • Todos os 3 ECRs usaram CVVH; extrapolação para outras modalidades é incerta

Recomendação 51 — Plasmaférese/PLEX para TAMOF

  • Evidência insuficiente (sem novos estudos desde 2020)
  • Estudo observacional prospectivo (81 crianças): PLEX associado a menor mortalidade 28 dias (aRR 0,45; IC95% 0,23-0,90)
  • ECR pequeno (10 crianças): 5/5 sobreviveram com PLEX vs. 1/5 sem
  • ASFA: "indicação categoria III" (benefício incerto) para PLEX em sepse com DMOS

Recomendação 52 — Purificação Sanguínea Extracorpórea (NOVA)

  • Evidência insuficiente para tecnologias adsortivas

Recomendação 53 — ECMO Venovenoso

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Para hipóxia refratária apesar de outras terapias

Recomendação 54 — ECMO Venoarterial

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Terapia de resgate apenas se choque refratário a todos os outros tratamentos

5.10 Terapias Imunes

Recomendação 55 — Desmame de Imunossupressores (NOVA)

  • Evidência insuficiente
  • Evidência adulta sugere que em transplantados de órgão sólido, continuar imunossupressão pode ser associado a melhores desfechos
  • Sem dados pediátricos; decisão individualizada

Recomendação 56 — IVIG

  • Recomendação condicional, baixa certeza
  • Contra uso rotineiro de IVIG
  • Meta-análise de 9 estudos (3.973 neonatos): sem diferença em mortalidade ou incapacidade grave
  • IgM-enriquecida: meta-análise de 15 estudos neonatal/pediátrico: OR 0,41 (IC95% 0,32-0,55) para mortalidade — mas inconsistente
  • Exceções: imunodeficiências humorais primárias ou comorbidades imunossupressoras com níveis baixos de imunoglobulina documentados

Recomendação 57 — Estimulantes Imunes (NOVA)

  • Evidência insuficiente para GM-CSF, interferon-γ ou anti-PD-L1 em leucopenia/imunoparalisia
  • Exceto: seguir diretrizes ASCO para G-CSF/GM-CSF em crianças com câncer + neutropenia febril

Recomendação 58 — Terapias Imunossupressoras para Hiperferritinemia (NOVA)

  • Evidência insuficiente para anakinra, etoposido, ciclosporina em sepse com hiperferritinemia
  • Dados limitados a HLH/MAS em contexto reumatológico/oncológico, não em sepse

5.11 Seguimento de Longo Prazo

Recomendação 59 — Reabilitação Precoce (NOVA)

  • Recomendação condicional, certeza muito baixa
  • Implementar pacote de reabilitação precoce individualizado durante doença aguda
  • Inclui: otimizar conforto, reduzir sedação, prevenir delirium, promover sono, facilitar liberação de ventilador, engajar famílias, mobilização progressiva
  • Redução da duração de VM: DM -1 dia (ECR); DM -0,45 dias (observacionais)
  • Menor risco de abstinência iatrogênica (RR 0,65; IC95% 0,49-0,87)
  • Menor incidência de delirium (RR 0,85; IC95% 0,69-1,03)
  • Segurança: eventos adversos em apenas 5% de 1.473 mobilizações

Recomendação 60 — Seguimento Pós-Hospitalar

  • Evidência insuficiente para recomendar ou contraindicar seguimento dirigido

Recomendação 61 — Avaliação de Sequelas (NOVA)

  • GPS
  • Razoável:
    1. Avaliar fatores de risco para morbidade pós-sepse
    2. Educar paciente, família e clínicos sobre sintomas de morbidade pós-sepse
    3. Avaliar sequelas novas de longo prazo após alta hospitalar
  • Fatores de risco para morbidade: maior gravidade de doença/disfunção orgânica, hospitalização prolongada, comorbidades crônicas pré-existentes, idade mais avançada (adolescentes), vulnerabilidades sociais
  • Em cenários de baixos recursos: desnutrição, educação materna, acesso a água limpa, área rural
  • Até 1/3 das crianças que sobrevivem à sepse sofrem sequelas físicas, cognitivas, emocionais e/ou sociais

6. POPULAÇÕES ESPECIAIS

Crianças Imunocomprometidas

  • Terapia empírica multidrogas recomendada (Rec. 10)
  • Decisão sobre desmame de imunossupressores deve ser individualizada (Rec. 55)
  • Exceção IVIG: crianças com imunodeficiências humorais primárias ou baixos níveis de imunoglobulina documentados podem se beneficiar (Rec. 56)
  • Crianças com câncer + neutropenia febril: seguir diretrizes ASCO para G-CSF/GM-CSF (Rec. 57)

Cenários com Recursos Limitados (sem UTI disponível)

  • Sepse SEM hipotensão: contra bolus de fluidos — iniciar manutenção (Rec. 20 — recomendação FORTE, alta certeza)
  • Choque séptico COM hipotensão: até 40 mL/kg em bolus (Rec. 21)
  • Antibióticos devem ser dados o mais rápido possível quando avaliação oportuna é difícil (Rec. 8 — GPS)
  • POCUS é acessível até em cenários com recursos limitados (Rec. 29)
  • HVHF pode não estar disponível em todos os cenários
  • PLEX pode não ser acessível
  • Participação da família como estratégia custo-efetiva para reabilitação

Neonatos (≥ 37 semanas)

  • Incluídos no escopo da diretriz
  • Evidências específicas de ECR neonatal para procalcitonina (NeoPIns) e testes moleculares foram consideradas

Cenário Pré-Hospitalar

  • Muitas recomendações aplicáveis, mas estudos focados necessários
  • Atrasos no acesso a sistemas de saúde podem contribuir para morbidade/mortalidade, especialmente em cenários de baixos recursos

ALGORITMO RESUMIDO DE RESSUSCITAÇÃO INICIAL (Figura 2)

Passo 1: Reconhecimento

  • Criança agudamente doente com suspeita de infecção
  • Avaliar marcadores clínicos hemodinâmicos (GPS)
  • Medir lactato (recomendação forte)
  • Obter hemoculturas (GPS)

Passo 2: Antibioticoterapia

  • Choque séptico suspeito: antimicrobianos em até 1 hora (forte)
  • Sepse provável sem choque: investigação rápida → antimicrobianos em até 3 horas se sepse confirmada (condicional)

Passo 3: Fluidoterapia

  • COM UTI disponível: até 40-60 mL/kg em bolus (10-20 mL/kg/bolus) na 1ª hora (condicional)
  • SEM UTI + sem hipotensão: NÃO fazer bolus → manutenção (forte)
  • SEM UTI + com hipotensão: até 40 mL/kg em bolus (condicional)
  • Reavaliar após CADA bolus (GPS)
  • Cristaloides balanceados preferidos (condicional)
  • Descontinuar se choque resolver ou sobrecarga hídrica

Passo 4: Vasopressores

  • Se choque persiste apesar de fluidos
  • Iniciar por via periférica se CVC não disponível (condicional)
  • Epinefrina ou norepinefrina (sem preferência)
  • Considerar POCUS para guiar (condicional)
  • Alvo SvcO₂ ≥ 70% se CVC disponível (condicional)

Passo 5: Choque Refratário

  • Considerar vasopressina (condicional)
  • Considerar hidrocortisona (evidência insuficiente — individualizar)
  • Considerar ECMO VA como resgate final (condicional)

Passo 6: Pós-Ressuscitação

  • SpO₂ alvo 88-92% (condicional, certeza moderada)
  • Monitorar balanço hídrico / prevenir sobrecarga (GPS)
  • Reabilitação precoce (condicional)
  • Avaliar necessidade de HVHF se TRS indicado (condicional)

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    Valores de lactato no critério Phoenix: lactato ≥ 5 mmol/L para disfunção cardiovascular (choque séptico); lactato ≥ 2 mmol/L já é anormal e associado a mortalidade

  • 02

    Timing de antibióticos: choque séptico = 1 hora; sepse sem choque = 3 horas (com investigação rápida)

  • 03

    Fluidoterapia em cenários SEM UTI:

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